Os seus shorts já estão filmados. Estão nas suas chamadas.
Consultores, coaches, freelancers, fundadores: sabe que é no vídeo curto que o procuram, e não publica nada. Não é preguiça. Filmar-se exige tempo, equipamento e uma vontade que quase ninguém tem. Este manifesto explica porque é normal e porque já não importa.
Toda a gente vê vídeos curtos. Quase ninguém os publica.
Em França, 70% das pessoas com 15 anos ou mais veem vídeos nas redes sociais e nas plataformas de vídeo, e quase três quartos delas veem shorts, reels ou TikToks1. No LinkedIn, o vídeo é o formato que mais cresce: mais 34% de vídeos carregados num ano2 e, no ano seguinte, mais 36% de tempo de visualização3.
Quem publica é um punhado de pessoas. No TikTok, metade dos utilizadores adultos americanos nunca publicou um vídeo, e um quarto dos utilizadores produz 98% dos vídeos públicos4. A atenção está lá. O lugar está por ocupar.
- 34 veem-nos pelo menos três vezes por semana
- 51 veem vídeos curtos
- 70 veem vídeos nas redes e nas plataformas
- 30não veem vídeos nestes serviços
Arcom, inquérito a 4308 pessoas em outubro de 2025. Os dois últimos números são calculados a partir das percentagens publicadas: 73% e 48% das 70.
Pew Research Center, 2745 utilizadores adultos nos Estados Unidos, agosto de 2023.
Nem tempo, nem vontade, nem equipamento, nem coragem.
Quatro razões, e todas boas. Mais de uma em cada duas pequenas empresas tem uma hora por dia ou menos para todo o seu marketing5. Um terço dos adultos diz ter medo de falar em público6, e ver-se no ecrã cansa: está medido7. Restam a luz, o microfone, a montagem.
O número que mais diz vem de um inquérito que a HeyGen fez junto dos seus próprios utilizadores, freelancers e pequenas empresas: sete em cada dez gravaram um vídeo que nunca publicaram8. A amostra só se representa a si mesma. Mas quem não se reconhece nela?
- 56%das pequenas empresas têm uma hora por dia ou menos para todo o seu marketing5
- 71,6%dos donos de pequenas empresas inquiridos gravaram um vídeo e nunca o publicaram8
- 33,7%dos adultos americanos têm medo de falar em público6
HeyGen, agosto de 2026: freelancers e pequenas empresas entre os seus utilizadores que desistiram de publicar um vídeo. Várias respostas possíveis; amostra não representativa.
Entretanto, está numa chamada.
As estimativas variam conforme quem mede e quem responde, mas dizem todas o mesmo: a semana de um profissional passa-se em reuniões. 14,8 horas em média segundo a Reclaim, 16 para comerciais e dirigentes9; 18 segundo um estudo feito com a Universidade da Carolina do Norte10. Um coach passa 11,6 horas por semana em sessões, com uma dúzia de clientes11. Em França, os quadros participam em mais de cinco reuniões por semana, mais de metade por videochamada12.
Essas horas não tem de as encontrar. Já estão na sua agenda, e nelas faz o que sabe fazer melhor: responder a alguém que tem um problema a sério.
Inquéritos declarativos, exceto a última linha, medida pela Microsoft apenas no Teams13. Populações diferentes, daí a diferença.
Uma ilustração: a média apurada pela Reclaim (14,8 horas) repartida por cinco dias. Não é a agenda de ninguém.
O que diz a um cliente vale mais do que o que recitaria para uma câmara.
Numa chamada, ninguém representa um papel. Um cliente faz uma pergunta a sério e a resposta vem com um caso concreto, sem guião e sem repetir a gravação. É nisso que o público acredita: para dizer a verdade sobre uma marca, confia-se mais em alguém parecido connosco (80%) ou num trabalhador (63%) do que no seu diretor executivo ou num influenciador (58%)14. E quase três em cada quatro decisores avaliam uma empresa pelos seus conteúdos de especialista, mais do que pelos seus materiais comerciais15.
Numa hora de chamada há passagens que se percebem sozinhas: uma resposta clara, um erro a evitar, um preço dito sem pedir desculpa. São shorts. Já existem; só falta cortá-los.
Edelman, abril e maio de 2025, 15 042 pessoas em 15 países, incluindo França.
- A chamada inteira
- 8 passagens guardadas
Um esquema: o Dailies guarda até oito passagens por chamada, de 12 a 90 segundos cada. O resto nunca é publicado.
Faça as contas.
Duas horas de chamadas por semana são mais de cem horas por ano a explicar o seu ofício a alguém que precisa dele. Nenhuma sessão de filmagens lhe dará tanto.
104 horas por ano em que já diz o que sabe
Até 24 shorts por semana, sem filmar nada
Até oito shorts por chamada gravada: é um máximo, porque nem todas as chamadas têm oito passagens que se percebam sozinhas.
Para quem é
Consultores e freelancers
Vende a sua experiência à hora, e cada projeto começa com uma chamada em que a demonstra.
Coaches e formadores
As suas sessões estão cheias de momentos de viragem. Com o acordo dos seus clientes, tornam-se os conselhos de que outros estão à espera.
Fundadores
Vende, recruta e angaria investimento por videochamada. A sua marca pessoal faz-se nessas conversas.
Aquilo em que acreditamos
Documentar vale mais do que encenar.
Um conselho real dado a um cliente real convence mais do que um texto decorado.
Ninguém devia ter de se filmar para existir online.
Nem tripé, nem guião, nem catorze gravações. A sua chamada chega.
Ninguém devia ser gravado sem o saber.
Cabe-lhe a si avisar os seus convidados; um interruptor desfoca-os e disfarça a voz deles nos seus shorts.
As suas chamadas são suas.
Não treinam nenhum modelo, nem o nosso nem o de mais ninguém.
A ferramenta não deve atrapalhar.
Faz a sua chamada. Os shorts chegam poucos minutos depois de desligar.
A sua próxima chamada já traz os seus próximos shorts.
Instale o Dailies no Chrome, grave a chamada que já ia fazer e veja os shorts poucos minutos depois de desligar.
Instalar no ChromeFontes
Cada número desta página remete para o documento da organização que o publicou, lido a 1 de outubro de 2026. Vários destes inquéritos foram encomendados por empresas de software com interesse no resultado: dizemos sempre quem foi inquirido.
- Arcom, Tendances audio-vidéo 2026, 2026
- Microsoft, FY2024 Q4 earnings call, 2024
- Microsoft, FY2025 Q3 earnings call, 2025
- Pew Research Center, How U.S. Adults Use TikTok, 2024
- Constant Contact, Small Business Now, 2024
- Chapman University, Survey of American Fears, wave 11, 2025
- Ratan, Miller & Bailenson, Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking 25(2), 2022
- HeyGen, The State of AI Avatars 2026, 2026
- Reclaim.ai, Smart Meetings Trends Report, 2024
- Otter.ai & S. G. Rogelberg (UNC Charlotte), The Cost of Unnecessary Meeting Attendance, 2022
- International Coaching Federation, 2025 Global Coaching Study, 2025
- Ifop for Speechi, Les cadres et les réunions en visioconférence, 2021
- Microsoft, Work Trend Index 2023, 2023
- Edelman Trust Institute, 2025 Trust Barometer Special Report: Brand Trust, 2025
- Edelman & LinkedIn, 2024 B2B Thought Leadership Impact Report, 2024